quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Costinha demitido

A demissão de Costinha não surpreenderá ninguém, dado o teor das declarações proferidas. Paulo Sérgio será o elemento seguinte.

E querem eles continuidade? Porra!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Desrespeito pela instituição Sporting

Com a entrevista de ontem, Costinha tornou evidente o desfasamento existente entre o actual Sporting e a sua verdadeira dimensão. É impensável, numa estrutura competente e profissional (paga para desempenhar funções - recorde-se), uma desarticulação desta envergadura. E a única conclusão possível é que o Sporting está completamente à deriva.

Estas declarações (consubstanciadas pelo silêncio ensurdecedor da Direcção) têm um condão: demonstram que o caminho proposto não serviu, não serve nem muito menos servirá os superiores interesses da força leonina. Péssimas notícias para Rogério Alves, Godinho Lopes e outros que tais: a máscara caiu.

E agora? Novos nomes não significam, per se, maior capacidade (embora não seja propriamente muito difícil fazer melhor). Ouçamos com atenção os proponentes, analisemos a listas com cuidado e escolhamos baseados no sentir sportinguista.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Inenarrável

Frente à paupérrima Naval, o Sporting de Paulo Sérgio demonstrou uma vez mais o porquê do desastre que tem sido esta época. Ausência de estrutura táctica, descoordenação entre sectores, prestações individuais a roçar o ridículo. 

Já nem se trata de criticar. O resultado do trabalho de Paulo Sérgio mau. Péssimo. E ouvi-lo nas conferências de imprensa torna-se um desafio à própria sanidade mental dos adeptos. 

Liedson. Devo dizê-lo: não gostei da crise de choro que se apossou de Alvalade. Admiro Liedson, fez o seu trabalho; mas observar o descalabro emocional de alguns adeptos fez-me pensar sobre o quão enfraquecido está este leão. Por muito que o brasileiro tenha feito de camisola verde e branca, não o consigo equiparar a um Manuel Fernandes, a um Oceano ou mesmo a um Acosta. Esses sim, foram e são verdadeiros leões. Liedson foi, é, um óptimo jogador. Devemos-lhe muitas vitórias, mas ele deve muito mais ao Sporting.

Confundir esta certeza denota uma cultura de clube na qual não me revejo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Génese das SID

Braz da Silva está a seduzir muitos sportinguistas com o propalado fundo de jogadores no valor de 50 milhões de euros. Embora reconheça que o plantel leonino necessita de um "upgrade", penso que o cerne duma proposta de liderança não deve cingir-se a este aspecto. Aliás, qualquer vislumbre de injecção de capital deve ser acompanhada pela angariação de uma estrutura competente para correcta gestão do referido fundo. E, até ao momento, desconhecem-se os nomes que garantam esse desiderato.

Ainda sobre o fundo de investimento. Imaginar cinquenta signatários leoninos que alimentem esse alfobre parece-me muito improvável. Entrará aí, imagino, o tal capital estrangeiro. Mas, nesse contexto, a noção de fundo perde capacidade, tornando-se provável a formação duma sociedade de investimento desportivo (cujos proveitos dificilmente serão restringidos aos tais 8%). As SID já existem de certa forma, detidas normalmente por empresários de grande capacidade económica. A evolução desta nomenclatura para um espaço gravitacional próximo dos clubes é extremamente complexa e deve obedecer a critérios muito claros.

À partida, existe espaço para essa associação: os clubes necessitam de capital para investir em equipas mais competitivas e os investidores podem ver no futebol um mercado com elevado nível de retorno. Mas existem dificuldades: o actual regime de contratos (que quase que obriga a um envolvimento dos empresários dos jogadores nesta lógica organizacional), os custos inerentes a vencimentos e prémios de desempenho e, obviamente, as vicissitudes do mercado.

Não é um caminho fácil. Obriga a extrema competência em áreas muito diferentes e, sobretudo, seriedade. Por isso, o desafio proposto a Braz da Silva mais do que arranjar 50 milhões, o capital que este candidato deve reunir é de competência e seriedade....

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Antevisão Sporting-Naval e um agradecimento muuuito especial

Assistiremos amanhã à despedida de Liedson do nosso Sporting. Curiosamente não partilho da sensação de vazio que tenho lido noutras paragens. Mesmo apreciando as qualidades do veterano avançado, penso que a sua saída traduz, na perfeição, a necessidade que o Sporting tem em mudar de vida. 

Aguardo o período eleitoral com expectativa. Não exijo milhões, muito menos ilusões. Quero determinação, força, fé. Em suma, quero sportinguismo.

Aproveito, ainda, para agradecer os serviços de Couceiro, Costinha e Paulo Sérgio. A capacidade que diariamente demonstram é, cada vez mais, a garantia que a perspectiva de continuidade seja inaceitável.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O último suspiro do roquettismo

O dia de ontem confirmou (se ainda alguém houvesse com dúvidas), da extrema incompetência dos actuais dirigentes do nosso clube. Espero, sinceramente, que esta última cadeia de acontecimentos impeça qualquer linha de continuidade de ter expressão nas próximas eleições.

Mas devo dizer que, não estando feliz, estou satisfeito. Acabaram-se as teorias da treta. O Sporting está dominado por medíocres. Há que limpar o clube!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mudança...

Existirão poucos clubes no Mundo tão discutidos como o Sporting. A comunidade verde e branca na blogosfera é um excelente exemplo, na profusão que promove e na vivacidade que demonstra. Existe, todavia, um efeito pernicioso: a radicalização do discurso, uma espécie de "jihad" (credits to JEB) que, estou certo, pouco beneficia o nosso clube.

A saída de Liedson é um excelente exemplo. Incontáveis vozes dolorosas se erguem num clamor derrotado. Calma! Liedson foi um, grande, jogador. Mais um nas riquíssimas fileiras do nosso clube. Mas sejamos claros: esta saída era inevitável. Tudo tem o seu tempo. E o de Liedson estava esgotado. Obviamente, o brasileiro continua a ser um excelente jogador (provavelmente a sua grande pecha foi ter tapado, com o seu talento, a incompetência de muitos durante tanto tempo). Mas é tempo de pensarmos o futuro.

Perguntar-me-ão: estás satisfeito? Não. Mas a saída de Liedson é a prova incontornável de que o actual modelo de gestão é contrário aos interesses do Sporting. Que é fundamental mudar.

Mas daí a temer pelo futuro do clube, pela sua identidade? NUNCA! Vejo gente de pouca fé, desejosos por Messias, salvadores... O Sporting é inimaginavelmente superior a pessoas. É um SENTIMENTO, uma EMOÇÃO,  uma força incrível à espera de todos nós. E, no próximo acto eleitoral, será lamentável se, da imensa massa adepta, não surgir uma iniciativa que finalmente recupere os superiores princípios leoninos. Mas muito pior será se essa força surgir e os sócios, COBARDEMENTE, continuarem a permitir que a incompetência tome conta de Alvalade...

Adeus Liedson, bem hajas pela tua raça. Ficarás na nossa história, mais um grande jogador a celebrar o espírito leonino!